sexta-feira, 14 de maio de 2010

(entrevista REVISTA ÉPOCA) Elvis e Madona: Igor Cotrim surpreende no papel de travesti

Ator concedeu entrevista em Los Angeles, onde acompanhou o festival de cinema dedicado ao Brasil
por Giselle Pekelman - 13/05/2010 - 16:41
Paula Tripodi
O ator brinca na entrada do festival em Los Angeles (Foto: Paula Tripodi)

Realizado entre 27 de abril e 2 de maio, o terceiro Festival Brasileiro de Cinema em Los Angeles contou com Fernando Meirelles como presidente do júri e celebrou a chamada “retomada” do nosso cinema exibindo Cidade de Deus, Terra Estrangeira e Carlota Joaquina entre 60 curta metragens, 10 longas metragens e 4 documentários. Uma das grandes sensações foi o filme Evis e Madona, de Marcelo Laffitte, estrelado pelos atores Simone Spoladore e Igor Cotrim. Com a sala lotada, o longa foi aplaudido ao final da exibição, em parte devido à boa performance do ator de 36 anos que interpreta um travesti. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, Cotrim fez seu primeiro trabalho na TV no seriado juvenil Sandy e Junior. Depois, fez uma participação na telenovela Mulheres Apaixonadas, em 2003, também na Rede Globo. Animado e sorridente, o ator concedeu a entrevista à Época São Paulo em Los Angeles.

Como foram os testes para filme Elvis e Madona?
Conheci Bayard Tonelli (ex-membro do grupo de dança Dzi-Croquettes) em encontros de poesia e ele me apresentou o Marcelo Laffitte, que marcou um teste comigo. Cheguei lá todo depilado e pronto a fazer o melhor para conseguir o papel.

Depois de aprovado, como você se preparou para viver Madona?
Fiz laboratório em vários lugares, conversei com travestis, fui com a Simone Spoladore para a Lapa assistir shows de drags e transformistas. Estudamos muito para deixar crível a história de amor. E treinei para andar de salto alto.

Alguma historia curiosa nessa transformação?
Em uma cena eu uso collant e tive de "esconder os documentos". Arranjaram um emplastro e lá fui eu sentir realmente na pele e nos pêlos como é. O problema é que o emplastro continha altas doses de cânfora e ardeu bastante.

Como foi representar o filme no festival de Los Angeles?
Tive a oportunidade de acompanhar o Laffitte e recebemos uma acolhida calorosa da audiência, tanto em LA como no festival de Tribeca, em Nova York (onde filme foi o único representante brasileiro). Conheci pessoas interessantíssimas, fiz vários contatos, recebi algumas propostas e fiz uma performance num clube noturno em Los Angeles, durante uma das festas. Nunca me diverti tanto!

Sua carreira na TV começou em seriados juvenis, agora você interpretou um travesti...

Comecei no teatro, estudei na USP e depois passei pela TV. Agora tive a chance de mostrar meu trabalho de interpretação em outro nível.

Você também canta. Fale sobre isso.
Fundei com o Tico Santa Cruz (Detonautas) o grupo Voluntários da Pátria, com o qual levamos poesia, música e conscientização social e política para escolas, universidades e presídios. Pedro Poeta, parceiro também dos Voluntários, começou a desenvolver comigo um trabalho de escoamento criativo de textos, vídeos e músicas. Aí surgiu os BEEP-POLARES, banda de rock com viés filosófico. Nosso disco já está pronto, falta cuidar da distribuição.

3 comentários:

Cláudia disse...

Parabens Igor!!
Você merece muito sucesso ...
E sempre se expressou muito bem...
Estamos na torcida por você.

Tiago disse...

É isso ai Igor, parabéns pelo seu trabalho, não vejo a hora da estréia do filme "Elvis e Madona", parabéns mais uma vez, e sucesso.

Li Melo disse...

Parabéns! Muito sucesso sempre, você merece muito.
beijos,,,